SABÃO DA COSTA

OSE DUDU - Sabão da Costa

SABÃO DA COSTA CASEIRO NÃO RELIGIOSO.

INGREDIENTES:
Óleo (dê preferência ao de coco), ou ainda a Manteiga de Karité.
Ao invés de usar soda caustica que danifica a pele, use as cinzas de madeira.
Para usar as cinzas de madeira, primeiro deve queimá-las e deixar que se consuma por completo.
Pegue uma boa quantidade em torno de 5 kilos e coloque em uma panela.
Coloque junto para cada 5Kg de cinzas, 5 litros de água e ferva por 3 horas (+/-)
Misture e mexa bem até desfazer tudo.
Passe em uma peneira bem fina (use aquela de passar óleo, feita de metal ou um pano de algodão).
Misture agora com a Manteiga de Karité ou o óleo de Coco na proporção de 1 litro da água com as cinzas para cada 2 litros do óleo.
Prepare a parte o sumo das ervas que queira colocar na mistura.
De preferência a ervas como, Alecrim, Melissa, Calêndula, Babosa ( aloe vera ), Alfazema, Abacateiro, Pitanga e etc…
Faça esse sumo bem forte e acrescente aos poucos numa relação máxima de 100ml para cada
litro da mistura.
Se quiser acrescentar essência, use a base de óleo e nunca alcoólica.
Se quiser fazer um sabonete tipo esfoliante coloque sementes pequenas na mistura tipo gergelim, linhaça e etc…
Use uma colher de Pau para mexer as misturas e após pronta despeje em recipiente e deixe descansar até obter a dureza necessária.
Obs – Retirei a parte que descrevia sua fabricação Ritual para cada Òrìsà somente, pois o preparo é o mesmo.
Abraços, Kambami.

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TABOA – Typha domingensis Pers.

 

Capim de esteira

Nome científico – Typha domingensis Pers., [Typhaceae]

Nome comum – Taboa, bucha, capim-de-esteira, erva-de-esteira, espadana, landim, paina, paina-de-flecha, paineira-de-flecha, paineira-do-brejo, paneira-de-brejo, paneira-do-brejo, partasana, pau-de-lagoa, tabebuia, taboinha, tabu, tabua, tabuca, tabuba, tifa, totora. Southern Cat-Tail (inglês).

Propriedades medicinais – astringente, diurética, antidiarréica, antidisentérica, antiinflamatória, antianêmica, emoliente e tônica.
Indicações – aftas e inflamações dérmicas (uso externo), dismenorréia, dores abdominais durante o puerpério, dores estomacais, contusões e luxações, hemoptises,
sangramento nasal, hematuria, hemorragia uterina funcional, afecções das vias urinárias e debilidade geral.
Parte utilizada – rizoma e pólen seco.

Seus rizomas são comestíveis, possuindo valor proteico igual ao do milho e de carboidratos igual ao da batata (BIANCO et al., 2003)

Em Angola também é conhecida como chipipa e dá o nome a uma localidade da Província do Huambo.

Conhecido pelos Fon/Yorùbá com o nome de Èwù egúngún.

 

Fontes de consulta – Wikpédia, Verger, Bianco.

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ABACATE

ABACATEIRO

ABACATE/AVOCADO

Interessante saber que o nome do creme famoso de muitos Gurmert,  Avocad, é o nome da própria fruta, o ABACATE.

Delícias a parte, falemos um pouco sobre essa poderosa, gostosa e medicinal fruta, o ABACATE.

A origem de seu nome é Asteca, AWAKATI, e desde primórdios tempos vem sendo utilizado pelos humanos, pois se aproveita quase tudo do Abacate.

Vejamos algumas partes e suas indicações.

Sua poupa (mesocarpo) constitui alem de saborosa sobremesa uma fonte riquíssima de vitaminas, minerais, proteínas, fibras, glicídios, lipídios e sais.

Podendo ser consumido da mais variada forma, sejam em vitaminas, saladas, sorvetes, cremes doces e salgados. É um líder na culinária Gourmet.

Utilizado como cosmético, chás, sabonete, pós e etc…

Na cosmética utiliza-se muito o óleo extraído para fabricação de xampus anti-caspa e queda de cabelo. Também empregado na pele para mantê-la hidratada e nutrida.

Folhas, flor, caroço e casca (do fruto) também são utilizados para diversos fins.

A Casca (do fruto) torrada e moída serve como coadjuvante no tratamento da verminose.

As folhas (brotos) servem para preparos de chás que tem ações, diurética, carminativa e emenagoga e podem também serem mastigadas para afecções da boca como gengivites, afecções da garganta e até fortalecimento dos dentes, dentre outras.

O chá de suas flores é um excelente emenagogo, restabelecendo o ciclo menstrual em pouco tempo.

Seu caroço pode ser utilizado como um pó. Após torrado e moído entra na composição de pastas para cataplasmas que são utilizados desde inflamações de dedos como de ferimentos. O mesmo caroço torrado e moído pode também compor o preparo de pó e ser administrado em doses pequenas para o combate a diarréias e disenterias.

Porém nosso precioso fruto é o campeão em gordura e em dietas especiais deve ser consumido com muita moderação ou até mesmo desprezado, pois apenas 100grs já fornece em torno de 200 calorias.

 

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ERVA DA LUA

ERVA DA LUA

Lunaria annua Honesty

Para esclarecer sobre o que seria a tão falada Erva da Lua, resolvi colocar o pouco que sei sobre o tema.
Todas as ervas sofrem influencia não só da Lua como da Luz Solar. Ervas são pura magia um verdadeiro laboratório de química que desenvolve em si substâncias ainda hoje desconhecidas.
Estudar a botânica de forma acadêmica é algo lindo, maravilhoso e principalmente importante para nossa vida.
Ao estudarmos a fundo as ervas, compreendemos sua importância ao equilíbrio do Planeta.
Sem as ervas (Reino Vegetal) não haveria VIDA como a conhecemos e seja bem provável não haver o que chamamos consciência.

Bem então deixei claro que minha compreensão sobre Erva da Lua se estabelece a todas, porém há de se ter noção das funções a que ela é empregada.
Na magística/mística ervaria o nome Erva da Lua estará sempre relacionado ao efeito esperado da mesma.

Lunária semente

Toda religião tem sua parte esotérica, que queira ou não, quer manifeste a mesma abertamente ou a mantenha velada aos seus iniciados serão empregadas nos rituais.

A Lua é vista no esoterismo como algo Utópico/Ilusionário.
Tudo que venha relacionado com a Lua no esoterismo nos dá a interpretação de algo Oculto, porém sólido, um enigma que é cotidiano na vida e que dependerá apenas de nossa luta interna (Introspecção) entre o consciente e inconsciente, entre o bem e o mal, entre o sonho e a realidade.

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O Jambo Branco ou dos Anjos

O Jambo Branco ou dos Anjos

Jambo Branco

O Jambo a muito tempo é utilizado por diversos povos não só como alimento mas como remédio. Dele podemos aproveitar as flores, as folhas, as raízes e o fruto cada qual com sua receita, sua propriedade e seu uso específico.
Na cultura popular é comum usarem as flores como laxativo as raízes para problemas de diabetes, pulmões e etc… suas cascas servem no preparo de pomadas que aliviam queimaduras.
Na decocção das folhas queimadas e ai vale salientar o que já descrevi diversas vezes a respeito das ervas, que existem horas para colher uma mesma erva para cada tipo de providencia inclusive o uso da erva verde, seca ou queimada.
Uma mesma planta e nisso envolve o seu todo por completo pode servir como remédio ou como veneno dependendo da mistura, da colheita (hora) e da parte utilizada além da quantidade.
O Jambo Branco (Syzygium aqueum) ou dos Anjos é utilizado na mística principalmente pelo seu poder real de rejuvenescimento e tratamento no fortalecimento do sistema imunológico humano e de animais. Mas é na limpeza aural que ele é entendido dentro dessa cultura, disso seu nome popular “dos Anjos” por retirar das pessoas as cargas negativas.
É uma planta bela e de certa forma um pouco rara entre nós brasileiros. De origem Asiática segundo estudos foi disseminado por vários continentes como África e América do Sul se adaptando muito bem.
Em solo africano além do nome usual de Jambo/Jambolão, encontrei outros a seguir:
Bundu Amakumbu – fruto milagroso (Kikongo)
Umuti Vuka – Droga que levanta (Zulu)

Obs – Existem 5 variedades de Jambo bem difundida, são elas, o branco aqui descrito, o amarelo, o rosa, o vermelho e o roxo (conhecido também como Jamelão e de tamanho pequeno).

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RECEITA DA CASA

RECEITA DA CASA

Em uma frase Yorùbá se diz: “Ewé njé Oògún, njé Oògún tikò jé Ewé re í kò pé” (As folhas funcionam, os remédios funcionam, remédio que não funciona é que tem folha faltando)

 

Todo mundo gosta de uma receita correto?

Bem como estamos falando em um blog que dá espaço para as crenças afrodescendentes vamos anotar uma receita básica de toda Ègbé (sociedade religiosa) que se preze, trata-se do conhecido OMI ERÒ (Água do segredo).

Baseado na fundamentação dos 16 Omo Odù o básico fica com apenas 8 ervas e acrescenta-se mais 8 para cada Òrìsà, logo a base sempre está pronta bastando apenas acrescer para cada caso ou situação as outras 8 restantes.

As ervas que compõe este primeiro ejè da casa podem ser substituídas por outras na falta de alguma, bastando apenas ter o conhecimento para saber substituir.

Vamos a lista, preparem suas canetinhas e papel.

 OMI ÈRÓ

EWÉ ÉRÌNDÍNLÓGÚN

Assim como sabemos existir a representação dos quatro elementos no Igbadù (Cabaça da existência Yorùbá), entendemos isso também em outras vertentes das religiões africanas. Todas sem exceção trazem sua parte mística, representativa e atuante na vida dos seus moradores.

Em verdade o simbolismo funciona bem mais na cultura professada do que em fundamentações descritas.

Minha intenção não é polemizar, desmerecer ou invalidar a cultura e sim trazer a baila as comparações entre elas e dar imagens principalmente as ervas.

Não sou nenhum dono de verdades, mas sim transmissor de tudo aquilo que vivenciei, aprendi de meus mais velhos e amigos da religião que professo, livros que li, pesquisas que fiz.

Como os Candomblés no Brasil são praticamente uma religião desenvolvida através da lembrança e da mistura cultural, claro que muito do que de fato é usado em África nem se pensa em trazer para cá por dois motivos:

– É crime federal a importação de qualquer espécie vegetal ou animal sem a autorização de órgãos competentes (Salvo o que já veio sem autorização e se espalhou).

As adaptações das ervas foram passadas principalmente pela oralidade de informações entre africanos, índios e europeus fazendo com que adaptassem determinadas ervas que existiam aqui para o mesmo benefício de cura ou litúrgica que existiam lá.

O sistema Yorùbá que foi o único estudado e repassado no Brasil por estudiosos e Faculdades do mundo todo levou vantagens em suas descrições e nomeações.

Logo tudo que estiver no idioma Bantu é nada mais que uma tentativa (esforço) de não deixá-la morrer, algo mais de MUXIMA, um reconhecimento da grandeza e a cultura desses outros povos e desse seu pequenino filho Kambami.

Nossa Umbanda também realiza e tem a disposição seu banho que recebe o nome de AMACI. (Falarei adiante)

Nas casas de cultura Bantu, Angola/Kongo/Kassange esse nome é conhecido como KIJAUÁ.

Assim também sua classificação que ficou apenas nas chamadas folhas quentes (Nsaba Kiatubia) e folhas frias (Nsaba Nototo), além de usarem um sistema lunar para escolha e colheita das insabas.

Na cultura Yorùbá tudo ficou baseado nos ensinamentos de Ifá que foram aos poucos sendo passados como instrução aos Candomblés do Brasil trazendo a estes entendimentos e aprofundamentos aos estudos.

Vale lembrar que as folhas que não tiverem nomes em Bantu ou não são usadas ou não são de meu conhecimento léxico.

Usarei claro bem mais o conhecimento Yorùbá pela própria facilidade que existe.

 

Então temos as definições das ervas na cultura Yorùbá descritas como:

AKO – ABO = MACHO E FÊMEA

ÒTUN – ÒSÍ = DIREITO E ESQUERDO

GÚN – ÈRÓ = AGITAÇÃO E CALMA

IRE – OSOGBO = POSITIVO E NAGATIVO

 

Um bom começo é ter o entendimento de que o “banho” da casa seja algo equilibrado nesse entendimento e que seja preparado em um porrão (vasilha de barro) que deve estar enterrada até a metade na terra, geralmente abaixo da árvore de fundamento do terreiro podendo porém, serem retiradas partes do ejè ewé horas antes e posta em outro porrão na entrada dos banhos internos do povo do santo.

Essa poção que é retirada para o uso não deve permanecer após o sirè(gira, Kizomba). Sua finalidade é apenas a de facilitar a preparação dos médiuns do terreiro. Local de Omi Erò é fora e enterrado. Tapado com tela para evitar proliferação de insetos.

Algumas casas ainda mantém seus espaços nativos, respeitando as matas ciliares que dão o acesso as águas cristalinas que fazem uso. Outras pela falta destes, mantém pelo menos seus poços protegidos de contaminação.

São tantos os detalhes importantes para um simples banho ritualístico que se formos levar ao pé da letra todas as determinações iremos nos desmotivar ao compará-lo a nossas casas dentro de cidades cada dia mais cheias de arranha-céus.

Quando digo que nosso culto anda mais para um folclore do que uma religião, não o faço em desmerecer o chão que pisei e da água que me banhei e sim de um alerta, um sacode, para que façamos o máximo de esforço em manter a tradição, pois sem ela iremos fadar a igrejas de 4 paredes.

Separei então algumas ervas para começarmos, mas entendam que cada casa terá sua preferência, e seu método de mistura das ervas, como digo, quando pedimos “sopa” temos de informar qual delas, pois há diversas e todas de bom sabor.

Minha casa tinha o costume de além do Omi Eró (Kijauá) que volta e meia mudava-se as ervas (de 7 em 7 dias) ainda preparar para os dias de gira mais 4 porrões (com apenas 3 ervas cada, perfazendo um total de 7) com outras ervas (em minha casa eram apenas 4 ervas, baseada na fundamentação Bantu e nos ciclos lunares que são 4 mas que se manifestam em 28 dias com cada fase tendo uma duração de 7 dias) diferentes separadas para os Òrìsà, Vodun e Jinkisi Funfun, para as Ìyábà e Oboró (nome este de origem Fon relacionado a serpente, símbolo fálico).

O 4º porrão todos devem estar se perguntando, rssssssss, bem o segredo o beiço não vai revelar mas posso dizer que era para os famosos “kiumbas”.

Logo entendemos que além do preparo básico ainda havia o outro que completaria o Omi Eró para os Òrìsà brancos, para os femininos e para os masculinos. Isso não deve ser visto como uma obrigatoriedade e sim apenas uma tradição de cada casa.

Um Omi Eró feito de forma equilibrada e bem preparado pode servir a quase todos os Òrìsà.

Na dúvida faça sempre tudo para Òsàálà.

Mas aqui trarei uma oferta de quem tem sua Nzo mas coloca muito do fundamento Yorùbá. Logo preparei uma lista com 8.

 

 

 Dracena fragrans

 

1 – EWÉ PÈRÈGÚN

Nome Yorùbá: PèrègúnPèrègún lese

Nome Bantu: Poko Nkosi, Maza Mueki

Nome Científico: Dracena fragrans (L.) Ker Gawl., Agavaceae

Nome Popular: Coqueiro-de-vênus, Nativo, Pau d’água

Compartimento: Terra

Categoria: Masculino

Classificação: Gún

 

 ERVA TOSTÃO1

 

2 – EWÉ ÈTÌPÓNOLÁ

Nome Yorùbá: Ètìpónolá

Nome Bantu: Kankianamena, Tululu ia Sanji

Nome Científico: Boerhavia diffusa L., Nyctaginaceae

Nome Popular: Erva-tostão, Barriguinho, Pega-pinto, Solidônia e Tangaracá

Compartimento: Fogo

Categoria: Masculino

Classificação: Gún

 

 ORIRI

3 – EWÉ RÍNRÍN

Nome Yorùbá: Rínrín

Nome Bantu : Kuxima, Muxima Nkulu, Muxima Nzambi

Nome Científico: Peperomia pellucida

Nome Popular: Erva de Jaboti, Coraçãozinho

Compartimento: Água

Categoria: Feminino

Classificação: Èró

 

 CANA DE MACACO

 

4 – EWÉ TÈTÈRÈGÚN

Nome Yorùbá: Tètèrègún, Tètèègúndò

Nome Bantu: Muenge-Mujolo, Mueki Rizanga

Nome Científico: Costus spicatus

Nome Popular:  Sangoloro, Caatinga, cana-branca, cana-de-macaco, jacuanga, canarana-do-brejo, cana-do-brejo, pacová, cana-do-mato, jacuacanga, paco-caatinga, periná, ubacaia, ubacayá

Compartimento: Terra

Categoria: Masculino

Classificação: Gún

 

 CAPEBA

 

5 – EWÉ IYÁ

Nome Yorùbá: Ewé Iyá

Nome Bantu: Kisaba Manhi

Nome Científico: Piper umbellatum L.

Nome Popular: Pariparoba, caapeba, capeba-do-mato, catajé, malvaísco, capeba-verdadeira

Compartimento: Água

Categoria: Feminino

Classificação: Èró

 

 Canavalia rosea

 

6 – EWÉ GBÒRÒ AYABA

Nome Yorùbá: Gbòrò Ayaba

Nome Bantu :Mubange Kaia (recebe este nome pelos Nganga exatamente por causar força na luta quando fumada com outras ervas) Obs: É uma erva psicotrópica.

Nome Científico: Canavalia rosea

Nome Popular: Feijão da praia, feijão de fogo

Compartimento: Terra

Categoria: Feminino

Classificação: Èró

Obs: Vale lembrar e chamar a atenção que esta planta é apenas usada em banhos e jamais deve ser usada de forma contrária. Altamente alucinógena, pode causar morte instantânea por parada respiratória e conflitos mentais. Infelizmente ela já é produzida “legalmente” e faz parte de uma mistura mortal alucinógena em Hamburgo, substituindo o ecstasy e a Cocaína com o nome de SPICE. Quando digo LEGALMENTE não significa que eu seja fomentador de seu uso e sim de saber que não há especificações nas “Leis” que a coloquem como ILEGAL.

 

ABRUS PRECATORIUS

 

7 – EWÉ WÉRÉNJÉJÉ

Nome Yorùbá: Wérénjéjé, Owérénjéjé

Nome Bantu : Nfingu, Nsala-Bamboko

Nome Científico: Abrus precatorius L., Leguminosae, Papilionoideae

Nome Popular: Olhos-de-cabra, Olhos-de-pombo, Cipó-de-alcaçus, Fruta-de-conta, Jiquiriri, Tentinho, Tento

Compartimento: Terra

Categoria: Masculino

Classificação: Gún

 

FORTUNA

 

8 – EWÉ ÀBÁMODÁ

Nome Yorùbá – EWÉ ÀBÁMODÁ

Nome Bantu – JIMBONGO

Nome Científico: Bryophyllum pinnatum (Lam.) Oken., Crassulaceae

Nome Popular: Folha-da-fortuna, fortuna, milagre-de-são-joaquim

Compartimento: Água

Categoria: Feminino

Classificação: Èró

 

Todas as pesquisas foram realizadas e conferidas nos documentos botânicos disponibilizados pela BHL (Biodiversity Heritage Library – www. Biodiversitylibrary.org) em 07 de Janeiro de 2012.

 

Vale lembrar que muitas ervas não são nativas ou comuns, porém muitos terreiros as tem por presentes de mudas ou por viagens a África como o caso da “Abrus precatorius”, nativa da Indonésia.

 

Ire o!

Kambami

 

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Jacaranda micrantha

Jacaranda micrantha

CAROBA -JACARANDA CUSPIDIFOLIA1

Conhecido com o nome popular de Carobinha, caroba, carobão, carobeira, caixeta, jacarandá-branco, paraparaí, caroba-roxa (Rio Grande do Sul); caroba-do-mato (Minas Gerais e Rio de Janeiro); caroba-branca (São Paulo); caroba-rosa (Minas Gerais e Paraná); carova (Paraná e Rio Grande do Sul); jacarandá-caroba (Paraná e São Paulo); caá-yroba, que significa “árvore-amarga” (Tupiguarani) e em (Guarani), yva ró, que significa “folha imprestável”.

Planta nativa do sul do Brasil, ocorrendo hoje por quase todo território Nacional e América Latina.

Dizem os mais velhos que todo remédio bom é ruim, amargo, mal cheiroso, enfim de difícil aceite, talvez por isso dessem o nome de repúdio dado por nossos índios.

As folhas são utilizadas para depuração do sangue e a casca é conhecida pelas propriedades anti-reumáticas, dermatológicas e trato respiratório superior, garganta.

Nossos índios usavam-na mais para problemas de pele como, sarna e problemas intestinais como desarranjo.

CAROBA - JACARANDA CUSPIDIFOLIA

Passado isso para os negros Bantu que aqui aprenderam muito com os índios, veio substituir outras ervas que lá tinham ou mesmo acrescentar mais opções, recebendo o nome por eles de badiga biza (ventre bom), porém outros negros como os nagôs chamavam-na de adunkan (sabor amargo).

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Suas sementes são utilizadas no preparo de pembas específicas acreditando na magistica do fortalecimento da boa gestação e do afastamento de Issasserin.

 

Fontes consultadas:

Meus mais velhos, do Kwe Ceja Hansi e Tumba Junssara. (oralidade)

– Glossário etimológico tupi-guarani: termos geográficos, geológicos, botânicos, zoológicos, históricos e folclóricos de origem tupi-guarani, incorporados ao idioma nacional de Léon Clerot (1889-1967).

– CORRÊA, E.T. Dicionário das plantas úteis do Brasil e das exóticas cultivadas.

Colaboração de Leonan de A. Penna. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, 1984.

 

Ire o!

Kambami

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